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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Perdida

Andei tanto que já nem sentia mais as pernas. Andei sem rumo, sem motivo. Tudo que eu precisava era de um tempo para esquecer-me de minha própria existência. Era tarde, as luzes das ruas estavam acesas. No entanto, as das casas já não mais. Ainda assim, sentia como se olhos ocultos naquela penumbra estivessem a espiar-me repletos de julgamento. “O que faria uma criança sozinha na rua à uma hora dessas?” era o que se perguntavam. Oras! Criança? Sei que adulta não sou, mas chamar-me de criança já não me parece mais tão adequado. Ainda desconheço muito sobre a vida, porém sei de coisas que crianças não deveriam saber. Isso faz de mim mais adulta? Afinal, desde quando ser adulto é algo bom? Por que as crianças querem crescer tão depressa? Olhando para trás vejo como seria bom jamais ter passado dos 10 anos de idade. Ah! Doce inocência. Queria eu jamais ter-te abandonado. Peço perdão a mim mesma, deveria ter acabado com tudo antes de começar a enxergar verdadeiramente o mundo. Ele é nojento.

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