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domingo, 16 de outubro de 2011

Fraqueza

Ser forte, nesse mundo de poucos gigantes e milhões de pequeninos, não é fácil. E para quê? Às vezes parece que tudo está contra você, mas você não é o único a pensar assim, sabia? Você não é o único nessa situação, nessa terra-de-ninguém.

Quantas vezes você olhou para trás e pensou sobre o que fez? E se fosse diferente? E se você, ao invés de ter ido ao trabalho naquela segunda-feira ensolarada, tivesse ido à praia? E se você tivesse ficado na cama mais cinco minutos ao invés de levantar na hora? E se você tivesse dito para aquele conhecido o quanto ele é chato? Ou, para aquele amigo de infância, o quanto você sente a falta dele?

E se você tivesse dito para aquela paixão de tantos anos atrás o que você sentia?

E se...?

Agora é tarde. Veja, o Sol está se pondo. A noite vem aí. Nem tudo que se faz durante o dia dá pra se fazer à noite. Você está cansado. Eu sei, eu também. Fraqueza.

Ainda assim, quando penso em desistir, lembro que tenho alguém por quem zelar. Alguém que me dá motivo para continuar, para querer ser grande, forte. Sim, a única coisa que me mantém em pé é saber que você está aqui, ao meu lado. No entanto, se isso um dia não for mais verdade...

Fim.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Folha de papel

Cada segundo sem ti

Reflete-se em mim

Feito uma sutil tortura,

Um breve desespero sem fim


Em seguida vem afobado

Um grito engasgado

E arranha minha garganta

Feito gato assustado


Queria eu te dizer,

Mas por minha boca não vai passar

O que acontece dentro de mim

Que me faz faltar o ar


Sentimentos que se recusam ao vento ficar

Passam a uma folha de papel habitar

Queriam eles ser apenas sentidos

Ao invés de a todos serem ditos


Ainda assim, parece-me nobre

De tanto te amar

Ter essa vontade enorme

Do que sinto imortalizar

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Amigo

Era tão quieto, tão sigiloso

Queria me aproximar, não sabia como

Aos poucos vim a conhecê-lo

E percebi como ele é diferente


Através daquele meio-sorriso

Via-se um rapaz querido

E à medida que o tempo passava

Mais divertido ele se mostrava


Decidiu confiar em mim, suponho

Já eu passei a precisar dele

Queria tê-lo sempre presente

Ah, como isso me faria contente


Tudo o que passamos, doces memórias

Não faço ideia do que ainda virá

Mas de uma coisa pode ter certeza

Comigo poderá sempre contar

domingo, 17 de julho de 2011

Castigo

Quando penso estar sozinho, você volta. E com você volta tudo aquilo que já me fez sofrer. Por quê?

Seria tão mais fácil se você não voltasse. É proposital? Faz isso para me atormentar?

Só de sentir seu cheiro vou à loucura. Ver você e não poder me aproximar é o pior dos castigos.

Ainda assim, não vou mais tentar. Fiz tudo que estava ao meu alcance e você sequer levantou um dedo.

O desejo me consome. Contudo, sei que não devo. Além de que você parece feliz com ele, nunca vi seu sorriso tão sincero como agora.

Só peço que vá de uma vez. Você seguiu em frente e quero ter a chance de fazer o mesmo.

Com você assim, tão perto... Não dá.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Lixo

Sangue escorrendo pela minha face. De quem? Não sei. De tantos... Olhe em volta. Todas estas carcaças se deteriorarão. E agora, o que fazer com os bens materiais? Não podem levá-los para o outro lado.

Por que fiz isso, você me pergunta? Oras, por que não? Somos apenas um bando de animais com polegares opositores e – teoricamente – um tele-encéfalo altamente desenvolvido, materialistas e orgulhosos. Fiz isso para que percebam o lixo que somos. O mundo é nojento por nossa culpa. Quando tudo estiver beirando o fim, haverá muitos desesperados, apelando para a fé, acreditando que serão salvos.

Afinal, existe salvação?

sábado, 2 de julho de 2011

Foco

Homem de poucas palavras

Faz-me querer saber

O que se esconde detrás daquele sorriso

O que terias tu a dizer


Fascinam-me aqueles olhos

Negros como a própria escuridão

Estariam eles a me fitar

Ou seria minha imaginação?


Com um simples toque

És capaz de alegrar meu dia

Com uma risada tua

Não consigo conter a minha


Posso estar a pedir muito,

Mas quero-te sempre ao meu lado

Pois saibas que, seja como for,

Por mim serás sempre amado

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Marcas

Lágrimas ao chão

Nem ao menos minhas são

E na poltrona ainda está marcada

Aquela tua traseira suada


Deixaste na minha sala

Teu cheiro, teu fedor

Tua angústia, teu orgulho

E, pior ainda, teu amor


Espero que aqui

Não queiras voltar

Pois lugar não mais há

Não para te amar