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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Amigo

Era tão quieto, tão sigiloso

Queria me aproximar, não sabia como

Aos poucos vim a conhecê-lo

E percebi como ele é diferente


Através daquele meio-sorriso

Via-se um rapaz querido

E à medida que o tempo passava

Mais divertido ele se mostrava


Decidiu confiar em mim, suponho

Já eu passei a precisar dele

Queria tê-lo sempre presente

Ah, como isso me faria contente


Tudo o que passamos, doces memórias

Não faço ideia do que ainda virá

Mas de uma coisa pode ter certeza

Comigo poderá sempre contar

domingo, 17 de julho de 2011

Castigo

Quando penso estar sozinho, você volta. E com você volta tudo aquilo que já me fez sofrer. Por quê?

Seria tão mais fácil se você não voltasse. É proposital? Faz isso para me atormentar?

Só de sentir seu cheiro vou à loucura. Ver você e não poder me aproximar é o pior dos castigos.

Ainda assim, não vou mais tentar. Fiz tudo que estava ao meu alcance e você sequer levantou um dedo.

O desejo me consome. Contudo, sei que não devo. Além de que você parece feliz com ele, nunca vi seu sorriso tão sincero como agora.

Só peço que vá de uma vez. Você seguiu em frente e quero ter a chance de fazer o mesmo.

Com você assim, tão perto... Não dá.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Lixo

Sangue escorrendo pela minha face. De quem? Não sei. De tantos... Olhe em volta. Todas estas carcaças se deteriorarão. E agora, o que fazer com os bens materiais? Não podem levá-los para o outro lado.

Por que fiz isso, você me pergunta? Oras, por que não? Somos apenas um bando de animais com polegares opositores e – teoricamente – um tele-encéfalo altamente desenvolvido, materialistas e orgulhosos. Fiz isso para que percebam o lixo que somos. O mundo é nojento por nossa culpa. Quando tudo estiver beirando o fim, haverá muitos desesperados, apelando para a fé, acreditando que serão salvos.

Afinal, existe salvação?

sábado, 2 de julho de 2011

Foco

Homem de poucas palavras

Faz-me querer saber

O que se esconde detrás daquele sorriso

O que terias tu a dizer


Fascinam-me aqueles olhos

Negros como a própria escuridão

Estariam eles a me fitar

Ou seria minha imaginação?


Com um simples toque

És capaz de alegrar meu dia

Com uma risada tua

Não consigo conter a minha


Posso estar a pedir muito,

Mas quero-te sempre ao meu lado

Pois saibas que, seja como for,

Por mim serás sempre amado