Chorou crente que teria minha compaixão.
Esqueceu-se que meu coração é pedra.
Desculpou-se esperando meu perdão.
Esqueceu-se que minha alma é gelo.
Gritou em busca do meu consolo.
Esqueceu-se que desconheço a agonia.
Virou-se com esperança cega de que eu lhe tomasse pelo braço e dissesse que tudo ficará bem.
Esqueceu-se que desconheço o carinho.
Foi embora querendo que eu fosse atrás.
Esqueceu-se – novamente – que meu coração é pedra e disso não passará.

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